Hoje eu e Thiago passamos muito tempo conversando sobre nossa vida, nossas conquistas e desafios. Temos só 4 anos e meio de casados, mas parece que já vivemos tantas coisas juntos... Temos nos sentido muito felizes, abençoados e realizados nesses últimos anos, mas já aguentamos muitos desafios.
2012 e 2013 foram anos difíceis. Recompensadores, com certeza, mas MUITO difíceis. Nós dois estávamos fazendo faculdade e trabalhando muito. Nos víamos das 23:30 às 06:00, eu trabalhava sábado e domingo era dedicado a serviços na igreja. Adorava dar aulas, mas comecei a trabalhar demais. O Thiago chegou a fazer 13 matérias em um semestre, mesmo trabalhando. Perdíamos infinitas horas no transito, o que era estressante. Era bom, produtivo, necessário e importante. Mas um dia eu percebi uma coisa que mudou minha vida.
Eu estava vivendo em função de férias e fins de semana. Vivendo não. Sobrevivendo.
Percebi que certas coisas que eu estava fazendo não me traziam alegria nenhuma. Percebi que passava a semana inteira desejando que meio dia de sábado chegasse logo. E então decidi que não queria mais viver assim. Não queria que minha vida passasse e todos os momentos bons se resumissem em sábados e férias.
A felicidade é uma escolha. É um estado. Mas se há alguma coisa que possa afastá-la nós temos o poder de mudar. Foi então que eu mudei. A mudança começou de dentro. Decidi ser feliz. Depois de tomar essa decisão, comecei a procurar coisas na minha vida que eu podia mudar para ter ainda mais alegria. Passei a dar menos aula e fotografar mais. Diminuiu nossa renda, mas percebi que dinheiro não é sinônimo de felicidade MESMO. Emagreci 8 kg. Não há nada como nos sentirmos bem com nosso corpo... Passei a focar mais nas coisas simples que eu gostava no nosso dia-a-dia, como pedir pizza a noite e ver 10 minutos de filme com o Thiago antes de dormir, ir na casa dos meus pais, dos meus avós, almoços de domingo na casa da minha sogra... Passei a dizer mais não para as coisas que não me agradavam. Fiz planos para poder parar de dar aulas, já que era uma coisa que tinha se tornado mais desgastante do que prazerosa.
Aprendi a viver.
Atualmente, quase todos os dias, quando o Thiago chega em casa, ele dá janta para a Bella, damos banho, lemos um livrinho, dou mamá, fazemos oração e ele coloca ela para dormir. Depois vamos ficar juntos um pouco e quase todos os dias um de nós fala "amo nossa vida". E não é porque nossa vida é perfeita. Não é. Definitivamente não. Brigamos, choramos, passamos apertos e tudo. Mas sempre que eu percebo que estou louca para a semana acabar ou para as férias chegarem, eu me pergunto o que eu poderia ter feito diferente naquele dia para não precisar de fim de semana. É uma constante avaliação, constante mudança e constante busca.
Acredito que essa experiência de viver é única e não deve ser desperdiçada. Todos podemos ser felizes todos os dias. Não quero só sobreviver. Quero viver. Quero viver intensamente.
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sábado, 19 de dezembro de 2015
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Paradoxo
Eles acabaram de ir embora. Já me sinto seca de tanto chorar e fico com raiva porque chorar dá dor de cabeça, então agora estou com a cabeça latejando.
Sentei no chão do meu closet, com a porta fechada enquanto o Thiago ficava com a Bella e pensei no quanto dói me despedir. É uma dor muito particular, que só quem já passou por isso entende. O Thiago abriu a porta, me chamou pra ficar com ele e disse que quer me fazer feliz. "Você me faz feliz", respondi. Sim, sou uma pessoa muito feliz e amo nossa vida. Mas isso não quer dizer que me sinta completa.
É o preço que se paga. É alto, quase alto demais. Mas a vida é feita de escolhas, não é? Algumas mais difíceis que outras. Continuava chorando e o Thiago falou "Parece que você está sofrendo mais agora do que quando nos mudamos". E estou mesmo. Não sei dizer exatamente o por quê. Talvez porque me sinto ainda mais dividida. Queria a qualidade de vida que temos aqui, com as pessoas que amamos perto de nós. Queria poder participar dos churrascos em família e aniversários e ainda ter a segurança que temos aqui. Queria sair para fazer compras com a mamãe e ainda não ficar revoltada com os preços. Queria poder passear e não pegar trânsito. Queria muitas coisas...
O coração dói. Já me sinto apatriada. Não importa onde eu esteja, nunca vou estar completa.
Os dias que eles passaram aqui foram tão bons... Cheios de vida, de sorrisos, de alegria. Tão bom vê-los participando da vida da Bella Belloca, conhecendo os lugares que amamos frequentar e a nossa rotina tranquila aqui... Partilhar nossa alegria com eles... Foram dias que vão deixar uma memória doce, impossível de esquecer.
Não sei como nossa vida vai ser, como vamos lidar com isso, até quando isso vai durar. Sei que estamos aqui com um propósito. O Thiago ama o que faz, tem se saído muito bem e somos muito felizes, sim. Sei que tudo acontece por um motivo.
É muita alegria e muita tristeza.
ps: Obrigada, mamãe e papai! Nós amamos receber vocês, voltem logo, por favor.
Sentei no chão do meu closet, com a porta fechada enquanto o Thiago ficava com a Bella e pensei no quanto dói me despedir. É uma dor muito particular, que só quem já passou por isso entende. O Thiago abriu a porta, me chamou pra ficar com ele e disse que quer me fazer feliz. "Você me faz feliz", respondi. Sim, sou uma pessoa muito feliz e amo nossa vida. Mas isso não quer dizer que me sinta completa.
É o preço que se paga. É alto, quase alto demais. Mas a vida é feita de escolhas, não é? Algumas mais difíceis que outras. Continuava chorando e o Thiago falou "Parece que você está sofrendo mais agora do que quando nos mudamos". E estou mesmo. Não sei dizer exatamente o por quê. Talvez porque me sinto ainda mais dividida. Queria a qualidade de vida que temos aqui, com as pessoas que amamos perto de nós. Queria poder participar dos churrascos em família e aniversários e ainda ter a segurança que temos aqui. Queria sair para fazer compras com a mamãe e ainda não ficar revoltada com os preços. Queria poder passear e não pegar trânsito. Queria muitas coisas...
O coração dói. Já me sinto apatriada. Não importa onde eu esteja, nunca vou estar completa.
Os dias que eles passaram aqui foram tão bons... Cheios de vida, de sorrisos, de alegria. Tão bom vê-los participando da vida da Bella Belloca, conhecendo os lugares que amamos frequentar e a nossa rotina tranquila aqui... Partilhar nossa alegria com eles... Foram dias que vão deixar uma memória doce, impossível de esquecer.
Não sei como nossa vida vai ser, como vamos lidar com isso, até quando isso vai durar. Sei que estamos aqui com um propósito. O Thiago ama o que faz, tem se saído muito bem e somos muito felizes, sim. Sei que tudo acontece por um motivo.
É muita alegria e muita tristeza.
ps: Obrigada, mamãe e papai! Nós amamos receber vocês, voltem logo, por favor.
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Sobre amamentação
Sempre soube que queria amamentar meus filhos. Não só porque o leite materno é o mais saudável, mas também pelo vínculo afetivo que se forma entre mãe e filho.
Durante a gravidez li muito sobre o assunto e achei todos os tipos de dicas possíveis, mas a única coisa que fiz para preparar os seios foi usar a concha depois da 33a semana de gravidez para ajudar a formar o bico e estimular a produção de leite e depois da 38a semana comecei a bombear leite para estimular o trabalho de parto. Eu sabia que seria difícil no início, não só por tudo que li, mas também por me lembrar da experiência da minha mãe quando Stella nasceu. Eu tinha 12 anos, então me lembro do sofrimento dela no início e no desmame, quando Stella tinha 1 ano e 3 meses.
Mas nada disso foi suficiente pra eu saber quanta persistência e força de vontade teria que ter no início.
Quando Bella nasceu a primeira mamada foi na primeira hora de vida, assim que ela saiu, veio pro meu colo e mamou. Nós duas ali, nos conhecendo, meio desajeitadas, depois de horas trabalhando juntas, trocando os primeiros olhares e sentindo o cheiro uma da outra. Doía um pouco, mas eu não sabia se a pega estava certa ou errada ou se o colostro estava saindo. Mas nunca me preocupei se era o suficiente. Sabia que era. Na manhã seguinte eu estava na enfermaria e lembro de perguntar pras outras mães se elas também estavam sentindo dor na hora de amamentar e todas disseram que sim.
Fui pra casa e aí a jornada começou de verdade. Ela mamava 1 hora ou 1 hora e meia sempre. Eu deixava ela no mesmo peito pra ela receber o "leite magro" e o "leite gordo", como havia sido instruída. Lembro que nos primeiros dias era difícil saber o que doía mais, os seios, os pontos ou as costas de ficar tanto tempo segurando ela na mesma posição. O bico do peito direito rachou um pouco, mas sarou logo, sem pomada; só usava o próprio leite para ajudar na cicatrização. Ela não gostava muito desse peito, preferia o esquerdo.
Quando veio a apojadura (primeira descida do leite) meus peitos ficaram gigantes, empedraram e ficaram um pouco quentes. Doía muito e eu vivia encharcada. Desisti dos absorventes pra seio, as conchas vazavam sempre que eu deitava ou abaixava, então passei a usar fraldas descartáveis. Eu tirava um pouco sempre que ela mamava e colocava gelo pra diminuir a produção de leite.
Uma coisa que me surpreendeu foi o cansaço. Sempre que amamento (principalmente no primeiro mês) eu me sentia EXAUSTA! Parecia que tinha corrido uma maratona! De fato amamentar emagrece. Acho que por isso. Sabia que dava sede, mas não sabia o tanto de água que beberia. Bebia 4 ou 5 litros por dia no primeiro mês. Depois reduzi pra 3 e agora bebo 2. Toda vez que ia amamentar, o Thiago já trazia uma garrafinha de água pra mim, esperava eu beber e enchia de novo porque sabia que era instantâneo.
Eu não senti nenhum prazer em amamentar no primeiro mês. Um dia ela começou a chorar de fome e eu chorei de desespero dizendo "Não sei de onde eles inventaram esse 'prazer de amamentar'. Dói demais!" O Thiago não sabia quem acudia, mas quando ele ameaçou sair pra comprar fórmula, eu disse "Não, me dá ela aqui." e coloquei ela no peito chorando.
De fato o tal "prazer de amamentar" existe e ele chega. As vezes parece que aquela dor vai durar pra sempre, mas ela vai embora e amamentar se torna maravilhoso. O bebê aprende melhor, a mãe aprende melhor, os seios "calejam" e passamos momentos maravilhosos juntos. Hoje em dia a Bella mama em 10 minutos, meu corpo produz leite suficiente pra ela e vaza bem menos, não me sinto tão exausta e saber que meu corpo produz o melhor alimento pra ela me dá uma sensação incrível.
Adoro quando pego ela, ela começa a mamar, olha pra mim e dá aquele sorriso e passa a mãozinha no meu peito, quando ela dorme mamando e quando ela acaba de mamar e fica com aquela cara de bêbada.
São momentos preciosos, então queria dizer pras mamães de plantão que vale a pena ter paciência e persistência, porque a dor passa e o que vem depois é recompensador e não tem preço.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Relato de Parto - sem cortes
Esse é o relato completo da nossa experiência no parto. Aqui conto inclusive as experiências espirituais que tivemos. Caso não se interesse, vou escrever outra versão, mais curta depois.
O PREPARO
Desde que nos casamos procuramos sempre tomar nossas
decisões em conselho com o Senhor. No início de 2014 passamos pela maior
provação do nosso casamento até então. Durante uma das vezes que suplicava ao
Pai Celestial que me desse paz e ajudasse a compreender os propósitos Dele, eu
disse “Pai Celestial, o que devo aprender com essa provação? Quero aprender
logo para que ela passe porque já não aguento mais. Se isso for para nos
mostrar que chegou o momento de dar o próximo passo e termos um bebê, pode
mandar. Já não tomo pílula há quase um ano.” Nosso plano era esperar mais um
ano para engravidar, pois estamos novos e não tínhamos pressa. Ao terminar a
oração, li um discurso do Elder Robert D. Hales de Novembro de 2011 – Esperar no
Senhor: Seja Feita a Tua Vontade. E consegui desenvolver um pouco mais de
paciência.
No mês seguinte engravidei. Descobri no final de maio e
fiquei muito feliz e assustada. Um misto de emoções. Mas meu sonho sempre foi
ser mãe, então aceitei a ideia muito feliz e comecei a me preparer pra isso.
Durante a gravidez eu e Thiago pesquisamos muito a respeito
do parto, amamentação, educação para crianças, estímulos, etc e nos apaixonamos
juntos pela ideia de parto humanizado, natural e respeitando a mãe, o bebê e a
natureza. Eu sempre disse que queria um parto normal, mas que se precisasse
faria cesarea e nesse momento de pesquisas eu percebi que precisava decidir o
que queria e lutar por aquilo. Precisava acreditar que era capaz, ter fé e
confiar no Senhor.
Tive uma gravidez maravilhosa, curti cada minute com minha
pequena e me apaixonei varias vezes por ela. Nao tive nenhum problema ou
alteração. Ela se desenvolveu bem e eu me adaptei bem também.
Já estava determinada a ter um parto normal, o mais natural
possível e conversei com meu medico a respeito. Algumas coisas que ele pensava
eram diferentes das que eu pensava, mas por confiar e gostar dele, eu estava
disposta a abrir mão.
A ANSIEDADE
A data prevista pra ela nascer (40 semanas) era dia 15 de
janeiro. Janeiro se aproximava e todo mundo estava na expectativa, ansiosos pra conhecer nossa
mocinha. Eu já estava na 38a semana e nenhum sinal de parto. Fazia exercícios,
caminhava, ficava na água quente, tudo o que eu podia pra estimular o meu
corpo. Um dia, muito aflita, pedi ao Thiago para me dar uma bênção do
sacerdócio. O que eu queria era paz e tranquilidade. O Thiago se preparou e me
deu uma bênção maravilhosa, dizendo que o Pai Celestial estava feliz comigo e
que eu teria o parto que eu queria e que traria a Bella ao mundo com dor e
através dela eu a amaria como Ele me ama. Quando ele terminou a bênção nós dois
ficamos perplexos e eu me apeguei a essa promessa para viver as próximas
semanas.
Todo início de ano o Thiago me dá uma bênção e 2015 não foi
diferente. Na nossa noite familiar de metas, ele me deu uma bênção e reafirmou
todas as promessas feitas na bênção que tinha me dado antes.
O tempo foi passando e nada do meu corpo reagir, mas eu
ainda tinha certeza de que o Senhor cumpriria a promessa Dele e que ia dar tudo
certo e eu teria um parto normal, mas eu sentia que seria provada até o ultimo
minuto. 40 semanas. Fomos ao medico e ele disse “o colo do seu útero continua
grosso e fechado, ela ainda não encaixou. Mas como vocês duas estão muito bem,
vamos esperar mais uma semana.” Saí de lá com um pouco de medo. Eu tinha 6 dias
pra fazer meu corpo reagir e dar sinais de parto. E a essa altura, muita gente
já estava me pressionando, dizendo que era perigoso esperar mais, que eu era
irresponsável, que já tinha passado a data. Eu sabia que ela estava bem e era
isso que importava. Eu tinha que confiar no Senhor, afinal Ele tinha prometido,
a bênção tinha sido muito clara.
A SENTENÇA
Eu não dormi durante a semana seguinte. Me deitava e o sono
não vinha, me levantava e ia pra cadeira de balanço e passava horas orando ao
Pai Celestial que me desse força e fé e pedia que no dia seguinte meu corpo
desse algum sinal de parto. Numa dessas noites eu disse a Ele em uma das
orações “O Senhor prometeu que eu teria o parto que eu queria. Meu corpo tem
que reagir, porque o medico não vai esperar mais” e eu senti bem mansinho “o
parto com o seu medico não é o parto que você quer”. Só que depois de quase 41
semanas de pré-natal, eu não considerava mudar minha opção.
A data da consulta chegou, era um dia antes de completar 41
semanas. Não conseguia nem converser com o Thiago, fui muda o caminho inteiro,
morrendo de medo do que eu ouviria, mas com a esperança de ter alguma
dilatação. O medico examinou, ouviu o coração dela e disse que ela estava ótima.
Sentamos na mesa e ele disse que sabia que eu queria muito um parto normal, mas
que não seria possível e faríamos a cesárea no dia seguinte. O Thiago perguntou
sobre indução e ele respondeu impaciente que eu não tinha chance de pegar
indução e que não teria um parto normal. Eu nem consegui responder. Fiquei ali
sentada, vendo ele preencher os papéis da cesarea e ouvindo as instruções sobre
jejum absoluto, internação, anestesia, tudo o que eu não queria no meu parto.
Senti minha fé vacilar. Quando entramos no carro eu desmontei. Chorei como
nunca antes, foi o choro mais amargo que já senti. Doía minha alma e eu não
conseguia parar.
O DESESPERO
O Thiago nem foi trabalhar. Ficou comigo e tentou me
consolar, dizendo que ainda dava tempo e eu poderia entrar em trabalho de parto
até o outro dia. Para mim não tinha mais jeito, a sentença tinha sido dada e
era aquilo. O problema não era simplesmente a cesárea, mas sim o fato de que
nós duas estávamos bem, não tinha motivo para indicar a cirurgia e tínhamos nos
preparado tanto para aquele momento. O fato era que tínhamos recebido uma
promessa, à qual me apeguei até aquele momento, com toda a fé que eu tinha.
Então eu vi minha fé vacilar, me senti sozinha e desamparada. Não conseguia
compreender por que o Pai Celestial havia feito uma promessa que não cumpriria.
Foi o pior dia da minha vida, foi a pior dor que já senti. Num determinado
momento eu disse pro Thiago “tenho certeza que nem o parto pode doer tanto.
Essa dor é insuportável.”e ele sofreu comigo cada minuto, e chorou também.
ESPERANÇA
As 23:00 eu continuava chorando muito e o Thiago teve o
impulso de me dar outra bênção. Ele já tinha sentido outras vezes ao longo do
dia e ignorado, ele também estava fraco e inseguro e chegou a duvidar das
bênçãos que havia dado e questionado sua dignidade. Mas dessa vez o impulso foi
forte e ele se levantou da cama, vestiu as roupas de domingo, colocou as mãos
na minha cabeça e me deu uma bênção. No início ele me abençoou para ter paz e
naquele momento eu senti o espírito santo me consolar e o ambiente da casa
mudar, minhas lágrimas pararam e eu pensei na expiação e pude sentir Jesus
Cristo ao meu lado e soube que o Pai Celestial não havia me abandonado. Ele
prosseguiu e terminou a bênção ordenando ao meu corpo que reagisse, que a bolsa
rompesse e as contrações começassem. Senti minha fé restaurada e quando ele
tirou as mãos da minha cabeça eu me levantei e disse “Vamos andar”.
Descemos para o estacionamento do condomínio e ficamos
andando e conversando por mais de uma hora. O clima era outro, não estávamos
mais desesperados, existia uma nova esperança, uma luz e sentimos nossa fé ser
revigorada.
Acordei no dia seguinte e o céu estava lindo, muito sol,
pouca nuvem e eu estava feliz. Acordei o Thiago e disse “É hoje! Hoje vamos
conhecer nossa filhinha!” Lanchamos e fomos fazer uma caminhada. Caminhamos
bastante pra ver se estimulava o meu corpo, mas nada aconteceu. Por volta das
10 da manhã o Thiago disse “Precisamos de uma segunda opinião, vamos em outro
hospital.” Nós dois já sabíamos qual hospital seria, já que havíamos pesquisado
muito sobre ele e chegamos até a considerar fazer o pré natal e o parto lá.
Então eu cedi e sugeri que fôssemos pra casa e orássemos a respeito antes de
tomar qualquer decisão.
O CONSELHO
Chegamos em casa, cantamos um hino e escrevemos num papel as
nossas opções. 1 – Ir para o hospital onde faria a cesárea, 2 – Ir no hospital
sobre o qual havíamos pesquisado pra ouvir uma segunda opinião e 3 – Ligar para
o medico pedindo mais um dia de prazo. Decidimos que só tomaríamos alguma
atitude quando tivéssemos o mesmo sentimento. Nos ajoelhamos e fizemos uma
oração pedindo que o Senhor nos guiasse. Pude sentir claramente que a ordem era
2, 3 e 1. Escrevi num pedaço de papel e o Thiago escreveu também e quando
mostramos um pro outro, tivemos paz e certeza de que deveríamos ouvir outra
opinião.
A DECISÃO
Colocamos tudo no carro e fomos para o hospital público. No
momento que chegamos lá eu senti paz. Fomos muito bem atendidos e contamos
nossa história. Enquanto esperávamos, falei com uma amiga minha que era
enfermeira lá. Ela ligou para as colegas dela e falou que estávamos lá, fugindo
de uma cesárea. Kelly foi a enfermeira obstetriz que nos atendeu. Um verdadeiro
anjo. Ela disse que poderíamos esperar mais uma semana ou induzir o parto
naquele dia. Depois de tanta pressão e estresse, escolhemos induzir. Então ela
nos mandou para um lugar onde fazem auriculoterapia e escalda pés. Fiquei lá,
relaxando, recebendo massagens e tentando não pensar na cesárea.
Então liguei pro medico, para pedir pra ele esperar até o
dia seguinte, pois tinha medo da indução não dar certo. Quando liguei ele me
disse que não esperaria, que o coração dela estava ocilando nas duas consultas
anteriores e que ele achava que ela não resistiria ao parto normal. Desliguei o telefone quase chorando e
decidida a fazer a cesárea. Tudo o que eu queria era o bem da minha filha. O
Thiago sugeriu que escutássemos o coração dela antes de irmos embora. Esperamos
mais uma hora e eu fui para o banheiro
fazer uma oração perguntando o que deveria fazer. Antes de terminar a oração eu
ouvi claramente “Você já recebeu sua resposta na bênção. Por que pergunta de
novo?” Quando fomos atendidos, ouvimos o coraçãozinho dela e estava perfeito. A
enfermeira até riu e disse “essa escola de samba aqui? Ela está ótima!”.
Finalmente internamos e fomos fazer um eletrocardiograma, que monitoraria o
coraçãozinho dela por 30 minutos pra garantir que estava tudo bem. O exame deu
excelente e eu senti paz novamente.
O PARTO
Induzimos o parto as 19h do dia 22. 4 horas depois não tinha
evoluido nada. As 3 horas minha bolsa rompeu e eu estava com 2 cm de dilatação.
As contrações começaram e doíam muito, mas eu estava feliz por sentir aquela
dor, pois sabia que significava que meu corpo estava reagindo e que eram as
promessas do Senhor se cumprindo. Passei a noite em claro, gritando de dor,
caminhando e ficando no chuveiro. As 6 da manhã estava exausta e só tinha 4 cm
de dilatação. Eu caminhava, vomitava de dor, mesmo sem ter nada no estômago e
tentava respirar fundo. Fui acompanhada por uma doula, uma psicóloga e
enfermeiras maravilhosas, todas anjos que me ajudaram muito.
As 10 da manhã eu não aguentava mais e pedi anestesia. Meu
trabalho de parto estava lento e já tinha muitas horas que eu estava perdendo
liquido. Me deram anestesia as 11 da manhã do dia 23 de janeiro. Foi uma dose
baixa, só pra eu conseguir dormir um pouco. Junto com a anestesia, me deram
soro com ocitocina pra acelerar o processo. Dormi por 2 horas, e foi o
suficiente pro meu corpo relaxar e a Bella descer e encaixar. Acordei as 13
horas com dor de contação novamente. Decidi andar um pouco, mas quando cheguei
no corredor, a bomba de ocitocina ficou sem bateria. Enquanto as enfermeiras
resolviam o problema falei com a doula “Preciso fazer cocô”. Mal sabia eu o que
isso significava. Me levaram de volta pro quarto e eu já conseguia controlar a
dor melhor. Fiz alguns agachamentos e já me colocaram na posição de cócoras,
com o Thiago sentado atrás de mim me apoiando. Eu não entendi o que estava
acontecendo, achava que ainda faltavam umas 5 horas pra ela nascer. Então a
doula passou na frente e disse “olha, to vendo o cabelinho dela!” Eu assustei!
“Ela ta chegando?” A enfermeira já se posicionou e foi preparando tudo. Fechou
as cortinas pra deixar o quarto com pouca luz e me acalmou e disse que eu
conseguia. O Thiago me abraçou e o meu pai me deu a mão e a Bel (doula) me deu a mão também.
Empurrei umas 5 ou 6 vezes e ela nasceu. Veio direto pro meu
colo, e ficou comigo por mais de uma hora. O Thiago cortou o cordão umbilical e
ela mamou. Eu e Thiago choramos muito, não só pela emoção do nascimento, mas
principalmente por ver as promessas do Senhor se cumprindo. Senti Ele comigo o
tempo todo, e sabia que ela estava bem e nasceria saudável. Tivemos que lutar
contra o sistema, contra o medico, contra uma cesárea eletiva, com nossas
famílias e até com nós mesmos. Sem dúvida foi a maior prova de fé que já
passamos, mas nos fortalecemos e crescemos muito.
Meus anjos!
terça-feira, 20 de janeiro de 2015
A (longa) espera da Bella
Este post não é pra falar sobre parto, ou sobre minha decisão de respeitar o tempo da minha filha. Nem entro nesse assunto porque sei que é polêmico e cada um tem sua opinião a respeito. Este post é pra falar sobre a espera, as experiências que tenho vivido e externar um pouco deste turbilhão de sentimentos que até agora temos guardado só pra nós.
O último mês de gravidez foi LONGO. Parece que o tempo parou só porque a data dela nascer se aproximava. Essa ideia de que tem que estar com tudo pronto com 36 semanas pra mim foi péssima, porque quando tudo finalmente ficou pronto (mais ou menos 37-38 semanas) eu já não tinha mais nada pra fazer e passei a literalmente esperar nenê. E a situação é a seguinte, acordo todos os dias, vejo as roupinhas, lacinhos e bercinho dela e começo a imaginar como vai ser quando minha bonequinha estiver aqui com a gente. Fico louca porque de fato só falta ela. Depois de 9 meses vc já está louca pra ficar livre da barriga e conhecer esse serzinho que já ama tanto.
Quando optamos pelo parto mais natural possível, sabíamos que enfrentaríamos essa ansiedade de "pode ser a qualquer momento", mas eu não sabia que seria tão difícil assim. Chegou a semana da data prevista do parto e todo mundo ansioso... Nós, nossos pais, irmãos, amigos, avós, tios... e a data passou e bateu a frustração. Cadê a Bella? Na consulta o médico novamente deu parabéns e disse que estou cuidando muito bem dela e ela está tão saudável que não tem motivo nenhum pra antecipar as coisas. Vamos esperar. Vem aquela felicidade de saber que ela continua bem e saudável e aquela angústia de não saber quando vai ser.
Essa última semana se arrastou. Cada dia uma nova expectativa. Cada contração uma luz no fim do túnel. Tem momentos que fico super tranquila, porque sei que ela está bem e que vai chegar na hora dela, mas tem momentos que bate a insegurança e o medo do desconhecido (afinal, nunca fiz nada disso - não sei o que esperar), e choro e me sinto incapaz.
Mas posso afirmar mais uma vez que tenho aprendido muito com esse desafio. Mais uma vez, tenho que me lembrar de que Deus está no controle das coisas e que Ele sabe o que é melhor pra nós e nos ama. Confiar Nele as vezes não é fácil, porque temos uma visão limitada e anseios e medos, mas é nesses momentos que precisamos exercer nossa fé. Ele nos dá desafios e fraquezas pra aprendermos e crescermos; nenhum sofrimento, lágrima, oração e súplica é em vão.
Mais uma vez sou grata pelo marido sensacional que tenho. Que desde o início participou de todos os momentos, consultas, ultrassons, sentiu ela mexer, cantou pra ela, assistiu um milhão de documentários e leu incontáveis artigos, aprendeu a montar e desmontar o carrinho comigo e me deu colo todas as vezes que precisei chorar. Durante esses desafios me aproximo mais dele e do Pai Celestial. Me sinto tão abençoada de ter um marido tão bom e saber que ele vai ser um paizão pra minha princesinha.
Agradeço o apoio de amigos e familiares. Sei que muitos estão ansiosos assim como a gente. Mal podemos esperar pra ver nossa Bella e pegar ela no colo. Prometo que quando ela nascer, todos vão saber. Essa menininha já é muito amada. Obrigada pelo carinho! (:
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Sobre 2014
2014 acabou. Nem acredito. Passou rápido e foi intenso, e com certeza foi o melhor ano do nosso casamento.
Janeiro estávamos de férias e aproveitamos muito! Viajamos com minha família e foi ótimo.
Fevereiro e Março foram meses difíceis. Passamos por muitos desafios e muitas dificuldades. Tivemos que aprender algumas lições e ser fortes. Conseguimos superar tudo juntos.
Em Abril ganhamos uma surpresinha de recompensa, mas não sabíamos ainda. Eu engravidei sem planejar.
Maio foi um mês tranquilo. Estávamos bem e felizes. Comecei a ter quedas de pressão e desmaios frequentes e na madrugada do meu aniversário descobri que estava grávida. Ficamos muito assustados e muito felizes. Era a realização de um grande sonho, apesar de um pouco antes do planejado.
Em Junho parei de trabalhar e entrei de férias da faculdade por causa da copa. Não assistimos nenhum jogo, mas aproveitei o friozinho e hibernei Junho e Julho. Tinha muito sono. MUITO sono mesmo.
As aulas voltaram em Agosto e encarei o último semestre de faculdade. Descobrimos que teríamos uma menininha e foi um grande presente pra mim. Sempre quis uma bonequinha pra encher de lacinhos.
Setembro foi aniversário do Thiago e minha gravidez continuou evoluindo bem. Senti minha bonequinha pela primeira vez.
Em Outubro viajamos pros EUA. O Thiago foi convidado pra apresentar um artigo num mega congresso e eu fui com meus pais comprar o enxoval da Bella.
Novembro foi o mês mais corrido do ano. Eu tinha uma monografia inteira pra escrever e um TCC pra entregar. O Thiago teve muito trabalho e chegava tarde todos os dias. Foi meu chá de fraldas, que foi sensacional e comecei a preparar as coisas pra chegada da Bella, mas não consegui fazer quase nada.
Em dezembro eu me formei. (: Finalmente! Foi um grande alívio e uma conquista. Fomos pra Cabo Frio dar uma relaxada e eu continuei arrumando as coisinhas da Bella, com ajuda do Thiago, dos meus pais e dos meus sogros.
E agora o ano acabou.
Foram muitas alegrias. Temos que ser gratos e reconhecer as bênçãos que nosso Pai Celestial derramou sobre nós, principalmente nos enviando um bebezinho que já é tão querido e amado.
Aproveito para agradecer aos meus pais e aos meus sogros. MUITO OBRIGADA! Não seríamos nada sem vces. Obrigada por todo o apoio emocional, físico, presentes e por já amarem tanto nossa filhinha. Ela vai ser muito sortuda de ter avós tão maravilhosos e generosos. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Nós amamos vocês.
2015 vai ser um ano de MUITAS mudanças. Estamos ansiosos e animados. Dá um friozinho na barriga gostoso. Mas a parte boa é que vamos encarar tudo juntos e uma das grandes lições que aprendemos esse ano é que isso é o mais importante. Estamos no mesmo time e isso é o que vale. Sou muito grata por ter um marido que acompanhou cada pedacinho da gravidez comigo. Cada azia, cada ultrassom, cada noite mal dormida, cada consulta, cada artigo/ texto/ documentário/ palestra. Fez toda diferença. Sei que o Thiago vai ser um papai maravilhoso pra Bella, e ela já é puxa-saco dele, pode?
Janeiro estávamos de férias e aproveitamos muito! Viajamos com minha família e foi ótimo.
Fevereiro e Março foram meses difíceis. Passamos por muitos desafios e muitas dificuldades. Tivemos que aprender algumas lições e ser fortes. Conseguimos superar tudo juntos.
Em Abril ganhamos uma surpresinha de recompensa, mas não sabíamos ainda. Eu engravidei sem planejar.
Maio foi um mês tranquilo. Estávamos bem e felizes. Comecei a ter quedas de pressão e desmaios frequentes e na madrugada do meu aniversário descobri que estava grávida. Ficamos muito assustados e muito felizes. Era a realização de um grande sonho, apesar de um pouco antes do planejado.
Em Junho parei de trabalhar e entrei de férias da faculdade por causa da copa. Não assistimos nenhum jogo, mas aproveitei o friozinho e hibernei Junho e Julho. Tinha muito sono. MUITO sono mesmo.
As aulas voltaram em Agosto e encarei o último semestre de faculdade. Descobrimos que teríamos uma menininha e foi um grande presente pra mim. Sempre quis uma bonequinha pra encher de lacinhos.
Setembro foi aniversário do Thiago e minha gravidez continuou evoluindo bem. Senti minha bonequinha pela primeira vez.
Em Outubro viajamos pros EUA. O Thiago foi convidado pra apresentar um artigo num mega congresso e eu fui com meus pais comprar o enxoval da Bella.
Novembro foi o mês mais corrido do ano. Eu tinha uma monografia inteira pra escrever e um TCC pra entregar. O Thiago teve muito trabalho e chegava tarde todos os dias. Foi meu chá de fraldas, que foi sensacional e comecei a preparar as coisas pra chegada da Bella, mas não consegui fazer quase nada.
Em dezembro eu me formei. (: Finalmente! Foi um grande alívio e uma conquista. Fomos pra Cabo Frio dar uma relaxada e eu continuei arrumando as coisinhas da Bella, com ajuda do Thiago, dos meus pais e dos meus sogros.
E agora o ano acabou.
Foram muitas alegrias. Temos que ser gratos e reconhecer as bênçãos que nosso Pai Celestial derramou sobre nós, principalmente nos enviando um bebezinho que já é tão querido e amado.
Aproveito para agradecer aos meus pais e aos meus sogros. MUITO OBRIGADA! Não seríamos nada sem vces. Obrigada por todo o apoio emocional, físico, presentes e por já amarem tanto nossa filhinha. Ela vai ser muito sortuda de ter avós tão maravilhosos e generosos. Obrigada. Obrigada. Obrigada. Nós amamos vocês.
2015 vai ser um ano de MUITAS mudanças. Estamos ansiosos e animados. Dá um friozinho na barriga gostoso. Mas a parte boa é que vamos encarar tudo juntos e uma das grandes lições que aprendemos esse ano é que isso é o mais importante. Estamos no mesmo time e isso é o que vale. Sou muito grata por ter um marido que acompanhou cada pedacinho da gravidez comigo. Cada azia, cada ultrassom, cada noite mal dormida, cada consulta, cada artigo/ texto/ documentário/ palestra. Fez toda diferença. Sei que o Thiago vai ser um papai maravilhoso pra Bella, e ela já é puxa-saco dele, pode?
terça-feira, 22 de abril de 2014
Encontrando Paz
Depois do meu post It's Just Cornflakes muita coisa mudou. Primeiramente gostaria de agradecer todas as pessoas que se importaram com a gente, mandando um email, mensagem, ligando ou comentando. Obrigada pelo apoio, pelo carinho.
Eu e o Thiago passamos por alguns momentos muito difíceis e de muita dúvida, mas aos poucos as coisas começaram a se encaminhar e começamos a ver não só uma, mas várias saídas.
Pudemos aprender lições valiosas e crescer juntos. Passei a amar e admirar ainda mais o Thiago e ele esteve comigo em todos os momentos, um fortalecendo o outro. Ele cuidou de mim no meio da gastrite, infecção urinária e quedas de pressão. E eu pude confortar ele nos momentos que ele queria desistir e ficou desanimado.
Aprendemos a ter calma. Não paciência, mas calma, tranquilidade. Quem passa por desafios sabe que mesmo tendo paciência, precisamos de tranquilidade pra não surtar enquanto esperamos.
Aprendemos a valorizar ainda mais o que temos e a nos apegar a coisas maiores. Reaprendemos que não sabemos de nada. Reaprendemos a ser feliz.
E no momento que conseguimos nos levantar e ficar alegres sem nos importar com as circunstâncias elas mudaram. As peças se encaixaram. Mudanças vieram. Parece que o céu se abriu pra nós. Muito do que esperávamos aconteceu, o que não esperávamos também.
Mas o mais importante foi que encontramos paz.
Sou muito feliz por ter um marido tão maravilhoso e valente, que está comigo em cada desafio, pronto pra lutar comigo. Sou grata por saber que tenho um Pai Celeste que me ama e que não me desampara e aproveitando o espírito de Páscoa, sou grata por saber que Jesus Cristo vive, nos ama, morreu por nós e ressuscitou.
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